Faca Artesanal - Lingua de Chimango

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Esta é conceituado e famoso modelo de faca conhecido como LINGUA DE CHIMANGO.

Suas medidas possuem as seguintes configurações:

Possui 3,50 mm de espessura e é forjada em aço 1070

30 cm de lamina

13 cm de cabo

3,5 cm de altura no lado mais alto próximo ao cabo

A principal característica deste modelo de faca (faca língua de chimango) é justamente a sua ponta fina. Deixando com um aspecto bem agressivo.

O modelo de faca artesanal (língua de chimango) possui um contexto histórico ligado a revolução e as batalhas farroupilhas, na época os cuteleiros e ferreiros reaproveitavam as pontas de estadas que eram geralmente quebradas ou danificadas em batalha. Para forjar este modelo de ponta fina, que por visto seria muito útil na batalha.

Um modelo de faca que possui alto valor histórico, para o seu dia-dia na lida campeira, churrasqueadas ou até mesmo para coleção.

Entenda as propriedades mecânicas e a importância da escolha de um bom aço para a confecção da sua faca: Aço SAE 1070 - É um aço de boa resistência, usado em componentes estruturais e de máquinas, É usado principalmente para a fabricação de ferramentas manuais, como em nosso caso faca artesanal modelo Língua de Chimango, eixos e transmissões de carros.  A usinabilidade do aço 1070 é boa quando está na condição normalizada ou laminada. Lembramos que o Aço SAE-1070 é um Aço de boa forjabilidade e boa usinabilidade.  Aço SAE-1070 – Aço Carbono Especial para Construção Mecânica e fabricação de ferramentas manuais, como facas artesanais.

Saiba mais sobre a históris e origem dos Chimangos, tradicionalismo do termo que deu o nome a esta faca.  

Ximango ou Chimango é o apelido pelo qual eram chamados uma das duas correntes inicialmente havidas no Brasil, durante o período regencial, e que apoiava o governo; formavam o Partido Moderado e sofria a oposição dos exaltados, também chamados jurujubas ou farroupilhas ( lenço vermelho, que tinham sido pacificados por Luiz Alves de Lima e Silva, conhecido como "Caxias" pelas tropas e pelo Exército brasileiro ) , que procurava derrubá-los. Mais tarde tiveram a oposição também do Partido Restaurador, apelidado de Caramurus.

Durante o período regencial os ximangos eram contrários à descentralização e às reformas, queriam a ordem, a continuação da monarquia e do voto censitário (baseado nos recursos econômicos), boas relações com a Inglaterra e a manutenção do Brasil como país agrícola e exportador. Enquanto que os exaltados eram favoráveis a reformas para melhorar a situação dos mais pobres e reivindicavam: direito total de manifestação, regime republicano, voto para todos, independentemente de suas posses, independência da Inglaterra, industrialização e autonomia de províncias.

No Rio Grande do Sul o termo foi usado em várias ocasiões: durante o segundo reinado, os partidários do Partido Liberal receberam a alcunha pejorativa de "Ximangos", em alusão à ave de rapina, e faziam oposição ao Partido Conservador.

Após a Proclamação da República, e por ocasião da Revolução de 1923, os federalistas apelidaram os governistas de ximangos.

Identificavam-se por lenço branco envolvendo o pescoço; seus antagonistas regionais eram os maragatos, de lenço vermelho. Caracterizavam-se politicamente pela tendência governista (perpetuar-se no poder), enquanto os maragatos costumavam adotar posição oposicionista, a nível estadual.

Provinham da corrente fortemente positivista, que dominava o Partido Republicano Rio-Grandense, o PRR , desde Júlio de Castilhos.

Na Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul, os ximangos eram os adeptos de Borges de Medeiros, que tentava a reeleição permanente aos governos do estado, com o "apoio do governo central ( uma vez que este não tinha conhecimento da "política estadual" ) ", enquanto os maragatos apoiavam Assis Brasil. Borges de Medeiros foi chamado satiricamente de Antônio Chimango, em obra literária atribuída a Ramiro Barcelos publicada sob a pseudo-autoria de Amaro Juvenal.

 

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